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LEIAM, POR FAVOR:
Sinceramente, cansei desse preconceito contra os gatos! Nada contra cachorro, não venham me falar que eu odeio eles depois de lerem isso. Cachorros são dóceis, companheiros, amigáveis, lindos, amo tanto quanto gatos! Mas eu acho ridículo toda essa coisa ruim que tem sobre gatos por aqui. Alguns gatos são realmente ariscos, mas vocês já tiveram um para saber como é? EU TIVE O MELHOR GATO DO MUNDO, E ME SINTO OFENDIDA QUANDO VOCÊS FALAM ASSIM. Vou contar a história dos meus. Um deles chegou em casa, no primeiro dia, e explorou tudo. Depois, veio para mim com o rabo levantado. Muitos dizem que gatos não tem emoções, mas eles expressão isso com sua cauda. Um rabo levantado, depois, quando pesquisei, eu soube que significa um “Oi, tudo bem? Gostei daqui e te aceito”. Com o passar do tempo, passa a significar “Te amo”. Ele, sempre que me via, se esfregava em mim. Essa é a espécie de carinho do gato a você. E é claro, aquele rabo levantado. Era nojento ver a “bunda” dele, mas eu sabia que era especial para ele. Toda as vezes que eu saia para a casa vizinha, ele me acompanhava. Quando eu olhava para ele, ele parecia estar sorrindo. Vinha se esfregar em mim e miava, indo de volta para casa, como se quisesse voltar comigo lá. E quando via que eu não vinha atrás dele, corria atrás de mim de novo. Agora, quando eu pegava uma câmera, para tentar bater uma foto, dependia do humor dele! É claro, gatos são orgulhosos. É uma característica deles. Dependendo do dia, ele se escondia, tímido. Outras vezes, fazia pose. Era lindo de se ver, ele, parecendo um rei. Tinha vezes que ele se escondia atrás de móveis e plantas e, quando eu passava ali, pulava no meu colo, me dando um susto. Eu ficava com raiva e saia correndo atrás dele, gritando seu nome. E ele ia direto para a minha cama, aonde esperava deitado para eu fazer carinho ou brincar com ele. Outras vezes, eu ia arrumar a cama. Tirava todas as coisas, tirava o pó na janela, e levantava o lençol para por na cama. Estava tudo certo quando vejo uma ondulação na cama…. um gato. Embaixo do lençol. Tinha que desfazer tudo, jogava ele pra longe do quarto, mas em meio segundo ele já estava lá, brincando. E eu ria, me jogava na cama com ele, e desistia de arrumar o quarto. Quando eu saia do computador, por um minuto, e voltava, ele estava lá, sentado, ocupando minha cadeira. Lembre que havia a cama dele do lado e um monte de cadeiras, mas ele resolvia sentar bem naquela! Daí, eu falava bem assim: “Tá bom. Você venceu, mas vou sentar na sua”. E sentava na cama dele. Ele levantava a cabeça, me olhava. Dava um salto e vinha correndo até mim, miando, e me empurrando para fora da cama dele. E eu balançava a cabeça, rindo. O engraçado era ver ele correndo. Ele tinha um problema no rabo, o qual deixava torto, mas de certa forma, era fofo. Outra, uma gata, adorava pegar palitinho de pão. Parecia um cachorro. Eu jogava pela escada, ela descia correndo, pegava, e depois trazia na minha mão, ronronando. Ah, e quando eu ia dormir, se escondia em baixo das cobertas, vinha bem ao meu lado no peito, e ronronava, como se estivesse segura. E eu a amava. Amava os dois. Nós duas brincávamos de pega-pega. Eu saia atrás dela, encostava nela, e falava: sua vez. E saia correndo, ela atrás de mim, eu gritando. Ela vinha feito louca, me alcançava, e fugia com medo, esperando eu persegui-la. Era cômico de ver. Outro gatinho chegou junto com o primeiro. Este, o adotou. Eles viraram companheiros, pai e filho, mais parecia. Um dia, estava dormindo com a porta aberta. Lembro de sentir que um deles pisou na minha cara, e levantei assustada. Tinha dois gatos na parede, correndo, um atrás do outro. Eu pensava que era assombração, dava um grito, e eles corriam de medo, para baixo da cama. Esse filhote, novo, odiava que eu mexesse no computador. Sempre que eu sentava, corria no teclado, e sentava em cima, me encarando, com a cabeça virada e os olhos vesguinhos. Eu tinha uma brincadeira com ele que era de deixá-lo em cima do sofá, e brincar com a minha mão. Parecia que ele perseguia algum animal, pois ficava louco. E como ele usava as unhas, acabava me machucando. Quando eu dava um grito de dor, ele se assustava e lambia o ferimento. E eu sorria para ele. Lembro de certa vez que eu estava deprimida e ele veio até mim, perguntando-se o que poderia ter acontecido. Ele colocou uma patinha na minha testa e depois lambeu a minha boca. Eu reclamei com ele, mas estava rindo. Ele havia me alegrado. Três anos se passaram, para cada um. Os dois primeiros, Shigwo e Sagwa, morreram envenenados. Encontrei eles no jardim. Chorei por noites a fio, e ainda choro ao me lembrar deles. Lembrar da maneira como me olhavam com ternura, as brincadeiras, idiotices, os dias que eu resmungava e mandava para fora do quarto. E eles insistiam, miando e miando. Eles tinham um miado característico, cada um. Eu imitava, e falava com eles. Eles me respondiam. O terceiro mora com a minha avó, Zuko. Teve de ir para lá quando meus pais decidiram isso. Outros gatos vieram: o Minzy, querido, Pingo, o medroso, Preta, a dengosa. Mas esses três marcaram a minha vida. Ainda visito o Zuko de vez em quando, mas é longe. Ele está grande, cuidando da sua vida. Parece feliz, realmente. Tem um jardim enorme para dominar, governar, às suas ordens. Mas ainda sinto falta da Sagwa e Shigwo. Eles marcaram minha vida, e desconfio que foi um vizinho que os envenenou. Às vezes mio no silêncio da noite, e posso ouvir o miado de Sagwa me respondendo, esperando para que eu vá persegui-la, o esfregar de Shigwo, esperando que eu vá acariciá-lo. Esperando que eu vá me juntar à eles. Só espero que estejam felizes, aonde estejam. Agora, estou chorando. Acho que eles mereciam esse post, por tudo que já me deram. Tantas vezes que não tive amigos, e eles estavam lá. Ainda sinto eles comigo, apenas me esperando. Zuko, sempre me reconhece quando chego na casa de minha avó, e vai logo virando a cabeça, me encarando com seus olhinhos. E eu realmente os amo. E sei que me amam.
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